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Anderson 18:51
Crítica: Sobrenatural 7x18
Crítica Por: Anderson
Party On, Garth foi outro episódio que mostra o desempenho que a série tem executado para resgatar o espírito de Supernatural. O preview, com a roda de adolescentes contando histórias de terror e logo após as mortes misteriosas, deu uma sensação gostosa e nostálgica das duas primeiras temporadas.
Muito bom ver Garth de volta, e mesmo esse sendo apenas o segundo episódio em que o personagem aparece, o episódio foi dele. Não só pelo título e pela criação de um novo verbo com seu nome, mas porque o personagem realmente protagonizou. No começo eu pensei até que esse seria um episódio em que Dean e Sam apareceriam pouco, assim como o episódio focado no Bobby na temporada passada.
Garth é hilário e adorável, e também forma uma ótima dupla com o Mr. Fizzles. Eu realmente queria que ele se tornasse fixo na série, assim como Castiel e Bobby são. E mesmo que ele não apareça de novo esse ano, espero vê-lo na provável 8ª temporada.
O caso da semana foi bem interessante e bacana de acompanhar. Gostei da adição dos Shojo (ou seria a Samara?) à mitologia, e ter que ficar bêbado para enxergá-los também foi ótimo para o lado cômico. Porém tenho duas ressalvas quanto ao caso. A primeira é que quando Dean e Sam ficaram bêbados para ver o monstro pelas filmagens da câmera me incomodou muito. Estava filmado, então ou o monstro aparecia no vídeo ou não. Embriagar-se para poder vê-lo até através do computador foi exagero e não fez sentido. A segunda é que o “batismo” da espada foi muito bobinho, simplesmente, e até a cena pareceu deslocada e desnecessária.
Outra coisa que me desagrada bastante é que por mais que Dean e Sam tenham falado com Meg no telefone no começo do episódio, depois disso Cass não foi mais citado. Deu a impressão de que eles nem estão tão preocupados ou abalados com os acontecimentos do fim do episódio passado, algo que não faz sentido já que Cass sempre foi próximo dos irmãos, e principalmente de Dean. Pelo menos algum diálogo mais dramático sobre esse assunto deveria ter tido.
Como todos nós sabemos, Supernatural é Supernatural, e ninguém está definitivamente morto nessa série. O arco do espírito de Bobby está muito bem amarradinho. Bom ver que Dean e Sam não são estúpidos e também já tinham percebido as mesmas “ajudinhas” que nós aviamos visto, e ambos os irmãos cogitaram a possibilidade de Bobby ainda estar por ali. Sam antes, e Dean só agora.
A cena entre Dean e Bobby não me enganou em momento algum. Sabia que Dean tinha voltado lá para pegar alguma coisa, e que ele não havia o visto. Mas eu fico me perguntando se Bobby é realmente um fantasma comum ou algum espírito diferente, afinal de contas, seu espírito está livre para seguir Dean e Sam em todas as cidades em que os irmãos estão indo, e nós também nunca vimos qual foi a resposta que ele deu para o ceifeiro no final de Death’s Door.
Fico me perguntando por que os roteiristas de Supernatural fizeram questão de, pelo terceiro ano seguido, lotar a temporada de tantos fillers para agora na reta final começarem a acrescentar e retomar tantos arcos que terão um desenvolvimento corrido até o season finale. Tem Lucifer e Cass, Bobby, e a trama dos leviatãs que é ao mesmo tempo a mais morna e importante para a temporada. Isso sem contar o possível (e provável) retorno de Crowley. Acrescentarem tudo isso quando estamos cada vez mais próximos do season finale e quando tivemos meia temporada de fillers, só evidencia a incapacidade dos roteiristas de desenvolver seus arcos satisfatoriamente. Principalmente porque os arcos não se relacionam, e por isso eu temo que a finale fique uma bagunça narrativa. Mas isso também indica que os roteiristas estão confiantes na renovação da série e estão criando terreno para um cliffhanger no final. Pessoalmente, eu assisto numa boa mais umas dez temporadas de fillers como os que a série tem apresentado esse ano (com exceção de Plucky Pennywhistle’s Magic Menagerie!).
Nota: 8 de 10
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