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Anderson 14:00
Crítica: 7x15 de Sobrenatural
Crítica Por: Anderson
Lúcifer encheu os olhos na trama e deixa uma porta aberta sobre possíveis danos que trará para Sam. Eu realmente gostei do seu retorno. Ele quebrou a seriedade do episódio, com seus comentários enfadonhos, enriquecendo o episódio. O carma de Sam conseguiu o destaque no drama morno dos irmãos com seu humor negro e uma risada que dá vontade de acertar um soco na tela do computador. A carência de Lúcifer em querer a atenção do Winchester rende boas risadas. Não teve como não gargalhar quando Sam o manda calar a boca e ele se sente lisonjeado com isso, pois finalmente conseguiu atrai-lo para dentro de sua mente, parando de ser ignorado. É excelente quando ele age ao lado do irmão de Dean como se fosse um terceiro caçador, ajudando-o a ver o imprevisível referente ao caso.
No geral, o episódio foi muito bom. Considero um dos mais fortes da temporada até agora. O caso da vez é sobre Jeffrey, o garoto possuído de quatro anos atrás e que retorna como motivo para os irmãos investigarem, tendo ele como referência. Dean e Sam tomam as rédeas da situação, seguindo-o passo a passo, reencontrando pessoas do passado relacionados ao problema. Eles se concentram para poder ajudar a salvar as mulheres que são atacadas sem piedade. É visível notar o desequilíbrio de Jeffrey, que tentou seguir a vida depois do que aconteceu. Foi realmente uma mudança crucial na vida do rapaz, que mostra sequelas do período que estava endemoniado. Ele parte do pressuposto de coitadinho e os irmãos não imaginam que o vilão da história toda sempre foi ele. O homem apenas quer seu anjo do mal pousado em seu ombro como nos velhos tempos, pois sente falta do “amor” e da razão de viver que o demônio lhe oferecia. Uma paixão doentia!
No decorrer do episódio vemos cenas intensas, como Sam na companhia de Lúcifer na biblioteca, assistindo a um bate-cabeça imaginário, cheio de sangue. O retorno dele a seu receptáculo nos garante que a vida do Winchester não será mais simples como antes. Brotando coisas que não existem na mente do rapaz, Lúcifer se regozija por estar de volta e tem noção que pode ter o controle mental do irmão de Dean mais uma vez. A agonia prevalece na cena final por meio do ritual feito por Jeffrey, banhado de sangue e cantarolar de palavras em latim, indicando mais um final infeliz. Há também a deixa de Lúcifer, agitando a cabeça de Sam, ateando um fogo enganoso a sua volta, lembrando-o de como era “sensacional” estar no inferno. O Winchester mais novo é pego mais uma vez pelo desespero e, saber que a ferida na mão, aquela para espantar Lúcifer, não adianta mais, o torna presa fácil.
Embora a trama tenha sido dosada, bem elaborada, beirando ao suspense sombrio característico de Supernatural, não foi Jeffrey e seus demônios que salvou o episódio, mas sim Lúcifer. Mesmo sem motivos que explique sua volta a série, o personagem serviu como uma luva. Vemos que ele não se soltará da memória do irmão de Dean, pois em suas palavras, o Winchester o deixou entrar. Sam deverá encontrar outra maneira dolorosa para se livrar do peso que ganhou de brinde, sem dúvidas. Resta saber se ele vai recorrer a Dean ou deixará a maré levar a situação. Conhecendo muito bem o caçador, acredito que ele optará pela segunda ideia, pois quando se trata do inferno e dos demônios, ele é muito bom em guardar segredos. Ruby que o diga!
Seguindo os passos de Sam, Lúcifer promete ser o novo – não tão novo – estorvo do rapaz e pode – talvez – interferir na luta dele contra os leviatãs. Até que ponto ele tirará a sanidade do Winchester e comprometerá seu desempenho na luta contra o inimigo ao lado do irmão? Nada se sabe! Embaixo da manga há o retorno de Castiel, algo que realmente estou ansiosa para ver. O Anjo do Senhor possuía um vínculo muito forte com Dean e não há como não pensar se veremos novamente um confronto anjo x demônio. Sem dúvidas, o probleminha entre céu e inferno mudará os ânimos e o bom comportamento dos irmãos. Se os episódios seguintes seguirem bem como esse, acredito que as coisas poderão melhorar.
Eu, honestamente, espero que isso aconteça. Tudo se tornou um círculo fechado que, aos poucos, recebe convidados que podem animar um pouco a festa. Daqui para frente, não quero mais desculpas para o paradeiro de Dick e seus leviatãs, pois ainda não entra na minha cabeça que o vilão e seus “amigos” não façam nada para atrair Dean e Sam. Não se pode adiantar o melhor, eu sei, mas sinais oferecem confiança e as coisas podem começar a pegar fogo. Literalmente, certo Lúcifer?
Nota: 8 de 10
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