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Crítica: 7x14 de Sobrenatural


Crítica Por: Anderson
E mais uma vez os irmãos Winchester se aventuram em uma temática oposta ao dia dos namorados, celebrado no dia 14 de fevereiro nos EUA. A lembrança do engraçadíssimo My Blood Valentine ficou para trás, mas não conseguiu ser substituído por monstros que pulam do papel, ganham vida e cometem exóticos assassinatos. Para quem esperava alguma gota de romance, Dean e Sam estão mais do que acostumados a não se entregarem as ilusões do amor.
Amor e corações partidos são substituídos pela preocupação dos desejos alheios. Ter cuidado com o que se almeja, reflete-se na relação conturbada entre pais e filhos que acarreta um final nada feliz. O novo caso dos irmãos Winchester é um tanto quanto bizarro, mas nada que eles nunca tenham lidado antes. O point da vez é o Plucky, espaço de divertimento para crianças, uma coisa bem festa do Ronald McDonald. Antes da brincadeira começar, uma pausa. Do que você tem mais medo? Por gentileza, desenhe no papel! Seja honesto, pois o Plucky vai te ajudar a superar isso. Quando os pais frustam o desejo desses pequenos seres humanos, algo mágico acontece. Como você escolheria se vingar deles? Com a ajuda de um polvo? Ou um unicórnio? Ou um robô com lasers? O pensamento parece inofensivo, mas todos eles tem o mesmo objetivo: matar. Aquilo que se tem mais medo é uma arma conveniente para eliminar entes queridos de maneira inconsciente.
O episódio explorou o lado comédia de Supernatural. Dean está com um falso trauma de mulheres e nada de diferente dá um ânimo na vida de Sam. No mundo neverland é a primeira vez que eles conseguem se entender, sem trocar farpas, indiretas e risos abafados cheios de desdém. Tudo parece nos conformes depois de tudo que passaram desde a perda de Castiel. Não há indiretas sobre o estado emocional do Winchester mais velho e, o mais importante, nenhuma menção à Bobby. O episódio foi um bloco do “eu sozinho”, isolado da verdadeira trama direcionada aos leviatãs, produzido apenas para quebrar o clima de romance do dia dos namorados.
A bizarrice e divertimento já começa na abertura do episódio: cheio de purpurina, como se estivesse em época de carnaval. O desenrolar entre elementos que fazem parte de contos de criança, guiam o enredo até atingir o ponto de destaque: o medo de Sam por palhaços. O início da história mostra nosso querido Winchester correndo dessas figuras caricatas e brigando contra elas no final. É um trauma para toda vida, caro Sammy. Por mais que tenha lutado contra eles, nada muda seu medo de infância. Super entendo essa preocupação dele, pois palhaços também são minha fraqueza, mas até que eles não estavam tão assustadores – amém! Para quem se lembra, esse pesadelo do irmão de Dean foi explorado na segunda temporada em Everybody loves a Clown. Lá, eu afirmo, essa turma do circo estava de arrepiar.
Como o episódio em si era parar tirar um riso dos telespectadores, não dava para cobrar muita coisa. O decorrer da história teve muita comédia, com direito aquelas cenas de slow motion, quando um dos palhaços é atingido por um soco e seu dente sai voando. Literalmente, Sam e Dean não tiveram uma oportunidade de comemorar o dia dos namorados e nem ao menos se lembraram dele. O que é muito justo se tratando dos irmãos que só tiveram relacionamentos fracassados. Além do mais, romance não combina com a personalidade do seriado, pois a única tentativa que fizeram obteve uma certa lógica e foi o suficiente. Isso me fez perceber que Sam não teve outro interesse amoroso depois de Ruby. Dean teve até o gostinho de ter uma família, mas nem por isso resgataram esse passado, só para deixar um rastro amoroso no enredo. Não estou reclamando, claro, mas quem sabe poderia dar certo.
Mais uma vez, tivemos a oportunidade de reviver mais uma parte da vida dos Winchester. Pode ter sido bacana, mas foi completamente vazio. Em outras temporadas a atitude teria um pouco mais respeitada, pois Sam e Dean estavam envolvidos até o pescoço com inúmeros problemas e corriam atrás para resolvê-los, dando um ânimo para quem assistia. Já comentei que não acho ruim essesrevivals, mas por causa dessa “necessidade”, mais uma vez não ganhamos nada de bom em conteúdo. Para disfarçar a brecha, Dean fala com Frank uma única vez e nada se sabe do paradeiro de Dick. Eu acho isso meio errado, pois os dois tem visão completa do campo de trabalho do chefe dos leviatãs e não conseguiram nada. O mais triste nisso é que os irmãos se enfiam em outros casos, sendo que poderiam fazer outras coisas, como procurar algo que os beneficiem contra aqueles que custou a existência de Castiel e de Bobby. Cadê a força dos Winchester?
É exigir demais e muito cedo, eu sei, mas não é certo correr com a trama só perto da season finale.Depois do próximo episódio (7.15), as coisas aparentemente esquentarão um pouco mais e não vejo a hora para que isso aconteça. Saudades imensas do Misha Collins. Para mim, gostar desse episódio é uma palavra que pertece aqueles que assistem a série de forma rotineira. Um fã, como eu, continua na insatisfação e no desejo de querer mais. Essa onda de saudades, de mostrar mais uma vez o medo de Sam por palhaços, e apresentar uma cena da segunda temporada na abertura, até funciona, mas se a sétima temporada não for considerada a última – o que infelizmente, eu desejo -, não tem porque utilizar esse material que pode ser explorado no futuro.
Risadas a parte, continuamos com as mãos abanando.
Nota: 6 de 10

1 Comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Concordo totalmente! O episódio foi bem engraçado mesmo, mas os leviatãs estão ficando pra season finale, eu acho que eles estão sendo pouco explorados nessa temporada '-' Ok, ainda estamos no 7x14, desculpe, mas esses ultimos episódios estão bem fillers =/ mas vamos esperar para ver como a 7ª temporada vai terminar... e, se essa não for a última (o que eu acho que deveria ser, mas também acho que se for, não vai ter o final digno de Supernatural, que amamos tanto), que venha a 8ª! ;D
    Por: Gláucia

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