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Trilogia de Ron Howard pode estar por um fio.


Os estúdios Universal têm demonstrado bastante cautela na hora de escolher o destino dos dólares de sua conta bancária. Há cerca de dois meses, Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) ouviu da boca dos executivos da companhia que seu mais novo filme em desenvolvimento, At the Mountains of Madness, produzido por James Cameron, seria financeiramente inviável.
Agora, é a vez de Ron Howard (Uma Mente Brilhante e O Código Da Vinci) ouvir uma frase muito semelhante a respeito de sua trilogia A Torre Negra, longas baseados na obra do escritor Stephen King. A Universal tem cada vez mais se desencantado com o projeto, uma vez que a perspectiva de retorno financeiro advinda dele mostrou-se baixa, ao contrário dos custos para levá-lo aos cinemas.
O plano original do estúdio era lançar, simultaneamente aos longas, uma série de televisão contendo uma abordagem complementar da história, ampliando aquela mostrada nas telonas. Essa seria a única maneira de cobrir a trama narrada na extensa série literária, que já conta com sete livros, sem transformar A Torre Negra em um novo Harry Potter (se bem que, se a Universal identificar um potencial assim no longa, isso não será muito difícil de ser feito).
Os custos iniciais da produção, no entanto, foram mais do que ínfimos. Depois de recusar propostas de grandes nomes de Hollywood que desejavam adaptar os livros, dentre eles Frank Darabont, diretor de Um Sonho de Liberdade À Espera de Um Milagre, Stephen King optou por vender os direitos de filmagem da trama para o diretor J.J. Abrams por inacreditáveis 19 dólares. Isso mesmo, mais barato do que custaria seu DVD ou Blu-ray.
Em entrevista à MTV americana, o escritor disse que "não teria feito [um acordo assim] com qualquer um. Respondi não a todos os que me procuraram recentemente, mas, conhecendo o trabalho de Abrams, particularmente [a série de TV] Lost, pensei: ''''É, esse cara é capaz de fazê-lo''''."
Apesar da maré de sorte inicial do primeiro diretor ligado ao projeto, hoje os tempos são outros e toda precaução é pouca para a Universal, fazendo com que Ron Howard sofra para levá-lo adiante. O site JoBlo afirma que o estúdio tomará uma decisão quanto à continuidade de A Torre Negra ainda na próxima semana. O mais provável é que a produção da série para a TV seja cancelada, liberando espaço no orçamento para que mais capital seja destinado aos filmes.
Há também a chance de que a Universal desista do projeto e dê carta branca a Howard para levá-lo a um estúdio com espírito (e diretor financeiro) mais aventureiro. O que quer que aconteça, é bom que ocorra logo, pois a cada dia de atraso novas especulações surgem, tornando a adaptação dos livros para o cinema ainda mais complicada.
Há quem diga que, devido às recentes incertezas quanto à viabilidade da franquia, o envolvimento de Javier Bardem, anunciado como intérprete do protagonista, Roland Deschain, encontra-se ameaçado. E isso não contribui em nada para a popularidade de A Torre Negra em Hollywood.
Na história, Roland Deschain é o último membro vivo de uma ordem de pistoleiros e último membro da linhagem de um monarca em seu mundo que muito se assemelha ao Rei Artur. Roland parte em uma missão para encontrar a Torre Negra, uma construção que une todos os universos existentes, buscando salvar seu mundo da destruição. Embora singela, a trama é repleta de reviravolta e elementos fantasiosos que adicionam complexidade aos livros.
O primeiro longa conta com roteiro de Akiva Goldsman, que já colaborou anteriormente com Ron Howard em O Código Da Vinci e Anjos & Demônios.

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