Confira nossa crítica do filme aguá para elefantes, que lançou no Brasil ontem dia 29 de Abril.
Crítrica Por: Pedro Ricardo
À primeira vista, o diretor de filmes como Eu Sou a Lenda e Constantine - além de videoclipes de cantoras pop como Britney Spears e Jennifer Lopez – poderia não parecer a escolha ideal para comandar um filme de época sobre um romance proibido passado num circo. Francis Lawrence, no entanto, não faz feio em Água para Elefantes, e adiciona camadas insuspeitas a uma história que poderia ser contada de forma superficial e até boba em mãos menos cuidadosas.
O filme também sai vitorioso ao não cair no maniqueísmo de postular Jacob como o “salvador” de Marlena das mãos do rival – mesmo que o próprio se veja dessa forma. A personagem de Witherspoon, afinal, é casada com August, e demonstra sentimentos reais pelo marido, ao mesmo tempo em que gradualmente é abalada pelos encantos do jovem quase-veterinário.
Pattinson, se não chega a brilhar, também não vacila frente aos premiados Waltz e Witherspoon. A própria atriz, aliás, destaca-se mais pela beleza nos exuberantes figurinos circenses de Marlena do que pela própria atuação e, embora a tensão afetiva e sexual entre os dois protagonistas seja quase paupável em determinados momentos, a química entre ambos parece forçada e rígida em outros.
No papel de August, Waltz reprisa, de certa forma, o caráter de “anti-vilão” que lhe rendeu o Oscar pelo trabalho como o Coronel Hans Landa em Bastardos Inglórios. Embora a crueldade, ganância e mesmo insanidade do personagem estejam constantemente em evidência, não faltam momentos em que a humanidade, bem como o caráter cômico de August, são escancarados, tornando difícil não simpatizar com a conturbada figura.
E um bom filme de ser assistido, uma Historia muito boa.
Nota: 8,0
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